A instalação da planta de biogás é desenhada para processar os resíduos orgânicos em forma sólida, semi-sólida e líquida. A planta inteira é controlada automaticamente por um PLC central, incluindo todos os sistemas de controle, controles de segurança e sistemas de alarme. O sistema de controle informatizado visualiza a planta completa, e coleta e armazena os dados da operação. Além disso, permite o ajuste dos parâmetros de operação, e também a operação manual da planta.

Para manutenção e serviço, são instalados "switches" locais para cada motor. Todos os parâmetros importantes do processo são registados, tais como a temperatura, pressão e vazão , assim como todos os alarmes. Um modem está instalado, através do qual o contratante pode discar para o controle a qualquer momento para detectar e resolver avarías relacionadas com o processo.

Recebimento de Resíduos

A usina está projetada para dois tipos de resíduos:

  • Resíduos orgânicos semi sólidos e sólidos;
  • Lodo ativo de esgoto da estação de tratamento.

O desperdício de alimentos sólidos e semi sólidos, são despejados no tanque de recepção, enquanto o desperdício de alimento líquido é armazenado em um tanque fechado. A separação dos orgânicos a partir dos sólidos não-orgânicos é feito através de um bio-separador.

Os resíduos sólidos e semi-sólidos são transportados diretamente para o tanque do separador por um carregador (Rosca sem Fim). A água do processo é bombeada para os bioseparadores de forma a produzir uma pasta uniforme. A polpa (orgânicos) é bombeada, após a separação para um dos tanques de recepção.

Lodo ativo da estação de tratamento, após passar por uma centrífuga, será bombeado através da central de bombeamento diretamente para os tanques de recepção, sendo misturado aos resíduos orgânicos.

Segregação

Após a retirada de plásticos e metais em maior tamanho em um pulper, a polpa é direcionada para um "hydrocyclon" para remover pequenas partículas como areia, pedras, ossos, conchas, metais, etc.

Biodigestor

O processo de digestão é projeto para ser a principal etapa do processamento, onde o nível de temperatura será mantido acima das condições de digestão mesófilas (aprox. 40 ° C) com CSTR. A maior parte do material orgânico é degradada e transformada em biogás com um teor de metano de aproximadament de 60 a 65 % dentro dos biodigestores.

A entrada de calor requerida para o processo de digestão incluindo a cobertura das perdas de calor provém do duplo sistema de recuperação de calor do CHP, energia térmica.

A energia de aquecimento é fornecida, por exemplo, pelo circuito de refrigeração do CHP. O aquecimento inicial dos digestores, durante o start up será realizado pelo trocador de calor.

A mistura do material no interior do tanque de digestão é realizada pelo agitador vertical central de baixa velocidade, que produz uma mistura uniforme e suave. Para melhorar a eficiência de mistura, placas são instaladas no interior dos digestores, que redirecionam o fluxo circular em uma direção contraria ao fluxo dos agitadores.

Pós – Digestor / Gasômetro

Para proteger o sistema contra uma falha o sistema está equipado com um dispositivo hidráulico, que atua em dupla direção para acima e para baixo. Antes deste dispositivo de segurança ser ativado, um alarme é acionado por chaves de segurança.

O Gasômetro consiste em duas camadas de membranas. Uma membrana externa utilizada apenas como uma membrana de proteção e uma membrana interna utilizada como a membrana de armazenamento de gás.

Um soprador de ar mantém a forma desta membrana estável em todos os momentos. Esta membrana é confeccionada por um PVC especial têxtil de dupla face que se move para cima e para baixo, de acordo com o nível de armazenamento do gás do sistema.

O nível de armazenamento do gasômetro é monitorado permanentemente por um indicador de nível. Este sinal é usado para controlar a geração do biogás, bem como, seu consumo no moto-gerador.

Biogás

Antes de entrar no processo de CHP, o biogás é seco por arrefecimento e controlado sua pressão. Além da desumidificação, outras impurezas no biogás são removidas, juntamente com o condensado. Para resfriamento, um trocador de calor com a água, como meio de resfriamento é isntalado. A água é distribuída através deste permutador de calor e resfriado por uma unidade de arrefecimento elétrico.

A tubulação é projetada para atender o CHP, bem como, em acaso de emergênica envia o biogás diretamente para o flare de segurança.

A estação de bombeamento de gás consiste em o número necessário de biogás sopradores (pré-montado na estação blower gas ). Este bobeamento irá produzir a pressão de gás requerida para os geradores.

Biogás - Dessulfurização

A planta de dessulfurização baseia-se num processo biológico de limpeza do Biogás, este sistema tem uma elevada eficiência com custos extremamente baixos para esta operação.

O Filtro Biológico é constituído por uma torre com nichos de plástico, para o crescimento bacteriano. Uma pequena quantidade de ar é adicionada ao biogás, quando ele entra no lavador/filtro. O gás passa através da torre de baixo para cima, enquanto uma solução nutritiva circula através da torre de cima para baixo. Nessas condições, as bactérias aeróbicas começam a crescer no nicho de plástico. Estas bactérias captam o H2S do biogás e convertem  em SO2 e SO3 , que permanecem dissolvidos na solução.

O sistema pode atingir a concentração de H2S de < 200 ppm após dessulfurização - com base em uma entrada com < 15.000 ppm H2S.

CHP - Cogeração

O biogás produzido e limpo é fornecido através de estações de sopradores de biogás para a planta de utilização de gás. A CHP não precisa da concentração máxima do CH4 para controlar a mistura do gás/ar. Além disso, os valores mínimos de emissões de escape em relação NOx e CO são alcançados pelo ajuste exato da válvula.
A saída de potência efetiva da unidade CHP é controlada pelo controle do nível de enchimento do gasômetro.
A unidade de utilização apresenta alta eficiência elétrica. A vida útil das unidades até revisão geral é indicado pelo fabricante com 60,000 horas.

Os CHP são instalados e pré-montados em recipientes especiais, incluindo todos os equipamentos periféricos necessários, incluindo o fornecimento da exaustão do gás do escape, unidade de óleo lubrificante do motor, chaminé de exaustão, silencioso da exaustão, tanque de armazenamento de calor e distribuidor de calor.

Tanques

O sistema de construção dos tanques é baseado no conceito de formas deslizantes, que garantem maior qualiade e estanqueidade aos reservatórios.

Efluente – Bio-fertilizante

Um processo de adensamento do efluente biodigerido eleva a massa sólida do efluente passivado de 2,5% a até 40% de TS.

O produto final estabilizado pode ser comercializado como Bio-Fertilizante altamente concentrado de NPK, livre de ODORES e ainda granulado se for necessário aplicar este processo.

Bioenergia

Recebimento de Resíduos

Recebimento de Resíduos

Recebimento de Resíduos

Recebimento de Resíduos

Segregação

Segregação

Biodigestor

Biodigestor

Gasometro

Pós-Disgestor/Gasometro

Dessulfurização

Dessulfurização

Tanques

Tanques

Tanques

Tanques

Biofertilizante

Biofertilizante